
O mundo anda louco! Já não sei em que me hei-de fiar. Ora vejam lá isto: há dias lia no JN que o virus da gripe poderá vir a ser motivo e motor para o arranque de apoios estatais e camarários para a rentabilização dos hospitais particulares. Isto na opinião de quem o dirige. Reparem nos comentários e tirem as vossas ilações:
"O Hospital da Misericórdia da Mealhada (HMM) está subaproveitado e precisa de acordos com o Serviço Nacional de Saúde e com a ADSE não só para o rentabilizar como ainda para dar o apoio à população local através de uma unidade de saúde "bem equipada e com excelentes profissionais".
Ora bem, ou muito me falha a memória ou não é o Sócrates que anda a fechar hospitais? Que nem os surtos gripais do ano passado conseguiram evitar o fecho do Hospital José Luciano de Castro em Anadia?
Falou-se em apetrechar esse hospital e a resposta lembram-se qual foi? Consultas Abertas até à meia noite.
E a Misericórdia acha que é diferente em quê? Ah! É particular! Deve ser isso!
Depois....
"Luís Teixeira, director clinico do HMM, disse esta sexta-feira aos jornalistas que o surto gripal do final do ano originou uma grande corrida ao serviço de Urgência daquela unidade de saúde (...)A maior parte dos utentes que recorreram à Urgência eram provenientes da Mealhada, Anadia, Coimbra/Norte e Cantanhede salientou Luís Teixeira. "
O que é que pensamos logo? Centenas de pessoas, pois claro! Wrong! Ora vejam...
"A Urgência que funciona entre as 8 e as 24 horas tem normalmente uma média de 30 a 40 utentes por dia e nesse período chegámos a atingir os 80 utentes", disse o responsável clinico do HMM que salientou que os tempos de espera não ultrapassaram os 30 minutos. "
Para o Dr. Luis Teixeira, a resolução de todas as maleitas deste pseudo-hospital passam por isto:
"É a prova de que a Mealhada necessita de uma unidade de saúde para além do Centro de Saúde", observou o director clinico. "Achamos que o poder autárquico e e central terão que ver o Hospital da Misericórdia da Mealhada como credível", acentuou. Para Luís Teixeira "é mais barato realizar aqui os serviços do que num hospital central público". "As parcerias e os acordos são absolutamente fundamentais", realçou.
E aquilo que eu digo é que para quem se mete em grandes empreendimentos e não pensa em estudos de viabilidade e estratégias antes de abrir portas, mais vale estar quietinho a aquecer os pézinhos à lareira.
É a velha história deste país, começarmos sempre as casa pelo telhado. É a velha história de querermos dar um passo maior do que a nossa perna... enfim.. utópicos!