segunda-feira, 12 de outubro de 2009

VANGELIS - Conquest Of Paradise - Mealhada em paz!

Para se ouvir em Paz porque estamos de novo em paz.
Grande foi a luta mas o PS engoliu de forma anormal o PSD Mealhada...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Será que? ou não?


No domingo vou votar.
Ainda não sei em quem, mas vou votar.
Digo "não sei em quem" não porque tenha algumas dúvidas pontuais, mas porque tenho uma grande questão de fundo: nenhuma daquelas alminhas me convence. E há uma razão muito forte para isso: uns falam do que não sabem como se soubessem, e isso é demagogia; não aceito que me apareçam como se tivessem aterrado agora na Terra vindos directamente de Marte a pregar a moral como se fossem Cristo reencarnado; outros têm feito parte do problema ao longo destes últimos anos, ou acompanham (ou são acompanhados) por quem tenha feito - e não me refiro a ninguém em particular, há que incluir neste bolo todos aqueles que nos representaram na AR ao longo das últimas legislaturas sem aceitar desculpas do tipo "Não pudemos fazer nada".
Resumindo, acredito que no domingo vou olhar para o boletim de voto e seguramente não encontrarei lá nada que me mereça a cruz.

Fazer o quê?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Comissão do Mercado de Valores Eleitorais Laranjas


Em breve surgirá uma brochura da CMVEL, Comissão do Mercado de Valores Eleitorais Laranjas, para responder às muitas dúvidas pertinentes colocadas por vários investidores junto deste organismo via email, telefone e pombo correio.O CdC teve acesso ao documento com as questões mais relevantes que serão esclarecidas:

  • Os votos são uma commodity ou um serviço?

  • A transacção de votos está sujeita a IVA?

  • Despesas com esta actividade são dedutíveis em sede de IRS?

  • Despesas com esta actividade são dedutíveis em sede de IRC?

  • De que forma são tributadas as mais valias?

  • Existe mercado de futuros que permita fazer, por exemplo, Call e Put sobre estes títulos?

  • É possivel a um investidor lançar uma Oferta Pública de Aquisição?

  • É possível a uma secção realizar uma Oferta Pública de Venda?

  • No que diz respeito a uma secção PSD Lx,é possível realizar um sale and lease back?

  • Um cacique é um Broker?

  • Quem fornece relatórios que permitam aos investidores perceber a tendência Bull ou Bear do mercado?

  • É permitido o short-selling?

  • Como posso calcular o PER duma secção?

  • Qual o coeficiente Beta dos votos PSD Lx?

  • Como posso calcular a curva de rendimento?

  • O que devo ter em conta para aferir o custo de oportunidade?
  • CC

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

TVI E OS PARTIDOS DO ARCO DO PODER


AGUIAR BRANCO QUE MOSTROU A SUA INDIGNAÇÃO NO CASO DA SUSPENSÃO DO JORNAL NACIONAL DA DONA MANUELA MOURA GUEDES, FEZ PARTE DE UM GOVERNO QUE PRESSIONOU A TVI PARA ACABAR COM O PROGRAMA DE MARCELO REBELO DE SOUSA, PORTANTO O PSD FEZ O QUE AGORA ACUSA O PS DE FAZER.
ESTAMOS ESCLARECIDOS O PSD NÃO TEM MORAL PARA CRITICAR NINGUÉM.

TVI: Aguiar Branco afirma que "Portugal e a democracia estão de luto”
PAULO PORTAS OUTRO DOS INDIGNADOS QUE POR ACASO, TAMBÉM ERA MINISTRO DO MESMO GOVERNO QUE O DR. AGUIAR BRANCO.
DIZ QUE O ACTO DE CENSURA VEIO DE ESPANHA, E DEPOIS QUAL O ESPANTO?
QUANDO SENHOR ERA MINISTRO O ACTO DE CENSURA VEIO DE PORTUGAL.

Portas atribui “censura” do Jornal Nacional a "ordem socialista"

PARA JOSÉ SÓCRATES O CASO É MUITO SÉRIO.
MAS CUSTA-ME A ACREDITAR QUE TENHA PEDIDO A ALGUÉM PARA ACABAR COM O JORNAL NACIONAL, NÃO PRECISAVA DISSO BASTAVA DEMONSTRAR O SEU ÓDIO PELO JORNAL DA DONA MANUELA MOURA GUEDES, PARA LHE FAZEREM A VONTADE E POREM A MANUELA COM DONO.
ALIÁS TAMBÉM NÃO SE PERDEU GRANDE COISA, VERDADE SEJA DITA AQUILO NÃO É JORNALISMO.
Sócrates nega ter tido alguma influência na suspensão da emissão do Jornal Nacional de 6ª feira



ESTAMOS ENTREGUES AOS BICHOS.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Impossibilidades no Programa Económico do PSD


O proto-programa económico do PSD advoga, como se antecipava, a defesa da poupança do Estado, das empresas e das famílias. E defende que as exportações e o investimento privado devem ser os motores da economia.

Eu percebo que a incoerência da frase anterior não seja transparente. Mas é fácil desnudá-la. Comecemos pela poupança das empresas. Importa notar que os lucros de uma empresa têm 2 destinos: lucros não distribuídos e lucros distribuídos (pelos sócios, ou pelos accionistas, consoante o caso). A poupança das empresas, que o PSD quer ver crescer, só pode ser aumentada se os lucros não distribuídos crescerem. O que, na cabeça iluminada de quem fez o programa eleitoral, seria uma forma de as empresas resolverem os seus problemas de estrutura de capitais: leia-se reduzir o endividamento. Sucede que se as empresas não distribuírem lucros, e tentarem o pagamento das suas dívidas por essa via, se gera um duplo paradoxo:
1. De onde vem a capacidade para as empresas investirem? Se os lucros não distribuídos são primordialmente afectos à redução de dívidas, onde estão os fundos para as empresas investirem? Endividando-se mais?
2. Se os lucros não são distribuídos, como espera o PSD que os empresários tenham incentivos a dinamizar a actividade económica? E a nível do mercado bolsista, sem dividendos, como espera o PSD tornar as acções atractivas para investidores não especulativos? Deseja criar um novo crash?

A economia não é uma ciência exacta, mas também não é um exercício de cartomancia. Há objectivos incompatíveis. O que o PSD sugere é uma impossibilidade. Ou um acto de fé no investimento privado: que teria lugar mesmo sem retornos.
Há já me esquecia, o seu fato aqui na foto foi mesmo da apresentação do seu programa eleitoral, e lembra um pouco aqueles que sempre defenderam África como nossa, os colonizadores!...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Disparates de Outono


Conta-se que, na terra mais ocidental da Europa, um dia foram ter com o primeiro-ministro e disseram ― Um jornal, outrora independente, publicou a suspeita de haver escutas em Belém a mando do Governo. A fonte é da Casa Civil, mas anónima. Que tem a dizer? O primeiro-ministro pediu uns minutos e foi consultar a sua rede de assessores, milhares espalhados em cada canto e recanto dessa terra. Perguntou-lhes pelo presidente, pelo que dizia, se confirmava ou infirmava a notícia. Mas nenhum dos assessores conseguiu encontrar algo mais sólido do que o silêncio. Então, o primeiro-ministro voltou e respondeu ― Essa notícia seria da maior gravidade, inaudita gravidade, se fosse séria. Sabemos que não é séria porque o presidente nada disse a seu respeito. Para nós, desculpem, o presidente ainda tem mais importância do que um jornal, mesmo esse que já foi independente. Assim, seria inconcebível que o nosso presidente utilizasse semelhante estratagema para denunciar a suposta situação, tal como seria inconcebível que o silêncio do presidente significasse outra coisa que não fosse ser essa notícia um dos típicos disparates de Verão. Disse. Virou costas. Deu um passo. Mas começou a pensar que a sua declaração, apesar de bem intencionada, podia ser mal interpretada. Tanta referência ao presidente, e para explicar o óbvio, até podia ser lido como sobranceria, pois tal matéria não era sequer digna de atenção. Afinal, esse era o próprio exemplo do presidente, do qual não tinha saído nem um murmúrio. Virou-se rápido e clamou ― Esperem. Olhem para esta caneta. A caneta emitia um clarão de luz que tinha poderes especiais. Ele carregou na tampa e a luz varreu a memória dos presentes. Então, ordenou ― Esqueçam o que vos disse antes. A resposta que devem publicar é só esta: “Disparates de Verão”.