sábado, 13 de dezembro de 2008

Orçamento 2009 - Mealhada


Não querendo ser advogado de defesa de ninguém, até porque nada tenho a ver com a politica, sinto-me com o à-vontade de poder fazer certos comentários tanto a favor de uns, como de outros.

Há dias lia no Blogue do Sr. Breda Marques, a posição que diz ter assumido perante a votação do orçamento da CMM para o ano de 2009. Logo nesse momento pensei: ou é suicida, ou é um homemde convicções. Preferi optar pela segunda, até porque os comentários que lhe foram dirigidos, tanto no seu blogue, como em muitos outros da Mealhada, incluindo este, me levaram a acreditar que ainda existe salvação no mundo!

Optei ainda por considerar que esta sua "ousadia", se deverá única e exclusivamente à vontade de fazer o melhor pelo seu concelho, porque não o vejo com outros interesses ocultos que o possam favorecer pessoalmente. Pelo contrário, se calhar até à custa de alguns dissabores pessoais.

Bem, neste momento devem estar a julgar que devo alguma coisa a este senhor. Não!
Eu passo a explicar: quando há dias se votava no parlamento, sobre a suspensão da avaliação dos professores e seis deputados do PS, nomeadamente, Manuel Alegre, Teresa Portugal, Matilde Sousa Franco, Eugénia Alho, Júlia Caré e João Bernardo, votaram a favor, mesmo sabendo que essa posição iria contra os interesses do partido que representam, eu achei isso um acto de coragem, de carácter e de verticalidade política. Porque razão não deverei achar o mesmo do Senhor Breda Marques?

O Dr. Manuel Alegre escreveu algo sobre isto, no qual me revejo inteiramente: “às vezes é preciso mais coragem para fazer a paz do que para fazer a guerra”.

Estarei assim tão errado? De qualquer modo, deixo aqui os meus parabéns ao Gonçalo Breda Marques pela sua atitude. Ainda prefiro continuar a acreditar nas pessoas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

JÁ CHEGÁMOS À MADEIRA?


«É preciso perceber que o Parlamento tem uma representação de deputados de todo o país» e que «a deslocação dos deputados para regressarem aos fins-de-semana às suas famílias tem uma componente humana que também é respeitável», disse o social-democrata Guilherme Silva.



A ideia de Guilherme Silva, do PSD, para resolver o problema das faltas dos deputados que, às sextas-feiras, assinam o ponto e vão de fim-de-semana prolongado, estando-se nas tintas para a AR e para o que ali se discute e decide, é de apoiar: passaria a haver plenários só às terças, quartas ou quintas (pois que as segundas ainda são fim-de-semana).
A explicação de Guilherme Silva é que os deputados têm família, pelo que há no caso "uma componente humana (…) respeitável". O PSD é um partido respeitador não só da família como das tradições. Os deputados pirarem-se às sextas-feiras é uma tradição parlamentar, e o PSD não poderia ter no caso posição diferente da que teve em relação a Barrancos. O problema é que, sabendo-se o que a casa gasta, o mais certo é que os deputados comecem, depois, a baldar-se às quintas, e quando deixar de haver plenários também às quintas, às quartas, e depois às terças, e acabem ficando a semana inteira em casa com a família, coisa com uma "componente humana" inteiramente respeitável, até porque a maior parte deles não faz falta nenhuma na AR e em casa decerto faz.
In: JN 12/12/2008


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Alvo errado


Natal à porta. A maioria das famílias portuguesas refugia-se nos centros comerciais e grandes superfícies. E não nos iludamos: este já não é um efeito sazonal, mas sim um sintoma mais profundo da falta de gestão do espaço público.

Não foi só o comércio, mas sim a vida das cidades que parece ter-se deslocado definitivamente das ruas para o interior dos centros comerciais. Afinal, estes propiciam-nos a qualidade de vivência que em tempos caracterizava os núcleos urbanos. O verdadeiro centro cívico e cultural das cidades transferiu-se para os shoppings.

Nos centros comerciais, o acesso é normalmente fácil e o estacionamento quase sempre gratuito. No seu interior, a limpeza é regra. Ao abrigo de qualquer intempérie meteorológica, circula-se confortavelmente e em segurança. Há acessos para pessoas com mobilidade reduzida e carrinhos de bebé. Os pequenos problemas que as famílias enfrentam, como a necessidade dum espaço para mudar fraldas ou levar miúdos à casa de banho, estão perfeitamente acautelados. Juntemos a isto a possibilidade de almoçar e jantar em conta, ou ainda assistir a um filme de estreia. Só aqui vemos implementado um novo conceito de centro cívico urbano.

Na outra face da moeda, temos as baixas das cidades, a que não se acede facilmente, onde o trânsito é habitualmente caótico. O estacionamento é inexistente ou caríssimo. As ruas e passeios estão em péssimo estado, fruto duma crónica ausência de manutenção e conservação. Os idosos correm perigo permanente de tropeçar num qualquer buraco. A via pública está imunda, resultado duma limpeza urbana ineficaz. Somos permanentemente abordados por arrumadores de automóveis e pedintes. Se um miúdo necessita de ir à casa de banho, está sujeito à fila interminável do café ou a ter de pagar o acesso a um desses "wc" tipo nave espacial. A oferta cultural é escassa, não há cinemas, os concertos e espectáculos são raros e têm quase sempre pendor elitista. Não nos admiremos, pois, pelo facto de os centros urbanos estarem em processo de morte lenta e o comércio tradicional em estado comatoso.

Enquanto isto, os representantes do comércio tradicional limitam-se a reclamar contra os centros comerciais. Atiram ao alvo errado. Mais do que tentar impedir o sucesso dos centros comerciais, deveriam era copiar a receita desse êxito. E queixar-se, em primeiro lugar, das câmaras municipais que se revelam incompetentes na gestão do espaço público.
in: JN 2008/12/10

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Falta de Motivação(PSD)!...


«PSD: Marco António Costa denuncia desmotivação no grupo parlamentar».Mas como é que pode haver motivação no grupo parlamentar de um partido desesperançado, com uma liderança errática, que, entre outras coisas, alinha com a esquerda antiliberal no boicote a uma reforma essencial, como a avaliação do desempenho dos professores, que um partido de vocação governamental, como o PSD, não poderia deixar de apoiar, se o sentido de responsabilidade política não cedesse ao mais pedestre oportunismo eleitoralista?!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ASSIM É QUE NÃO!


Estou a perder a vontade de falar da politica!


A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, revelou esta sexta-feira que chamou Paulo Rangel, o líder da bancada social-democrata na Assembleia da República, à sede do partido para saber quem foram os deputados que faltaram às votações no Parlamento.
“Quis saber quem são os deputados que se ausentaram quando não se poderiam ter ausentado. Considero isso inaceitável e considero que é alguma coisa que não se pode tornar a repetir” disse Manuela Ferreira Leite em declarações à Rádio Renascença (RR).

Se os deputados da oposição não tivessem faltado às votações de esta sexta-feira, poderia ter sido aprovado um projecto do CDS-PP que recomendava ao Governo a suspensão da avaliação dos professores.
Com seis deputados do PS a votar a favor ao lado da oposição, uma deputado do PS que se absteve e treze socialistas que faltaram, com mais 22 votos favoráveis o projecto do CDS-PP teria sido aprovado.
A bancada do PSD registou as ausências de 30 dos 75 deputados e faltaram ainda cinco deputados de outras bancadas da oposição.


"Há deputados que estão fora, há deputados a quem foi concedida dispensa por parte do presidente do grupo parlamentar, há deputados que faltaram por qualquer outras razões e há deputados que se calhar foram lá, assinaram e se foram embora... Isto não é admissível em circunstância nenhuma na função de deputado", criticou.


JN 2008/12/05

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Talvez com Tanta Greve se Desenhe o Fim do Ensino Público!...


É chegado o momento de os Portugueses dizerem ao Sr. Mário Nogueira e seus apaniguados de que a defesa da escola pública é tarefa de TODOS OS PORTUGUESES. É preciso dizer a estes defensores profissionais da “escola pública” que a defesa desta começa pela sua qualidade e não pelo bem-estar de um grupo profissional.Os Professores do ensino Privado, já têm um modelo de avaliação em vigor, ASSINADO ENTRE PATRÕES E A SINDICATOS. Afinal o que é bom para uns não o é para outros. Quererá isto dizer que para a Fenprof e outros sindicatos os professores do ensino particular são dentro da classe, um espécie de casta inferior?Se dúvidas houvesse e eu nunca as tive, de que desde o inicio deste processo os sindicatos e os professores nunca estiveram de boa fé, os desenvolvimentos recentes evidenciam tal situação. A Plataforma de Sindicatos, assinou sem que ninguém os forçasse um ACORDO com o Ministério da Educação, QUE RASGARAM quando o Sr. Nogueira verificou que estava a ser ultrapassado por Movimentos que não controlava e o PC temeu perder o controlo da situação.

COMO PORTUGUÊS, ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO E CONTRIBUINTE SÓ PEÇO A MARIA DE LURDES RODRIGUES, QUE NÃO CEDA E QUE CONTINUE O CAMINHO TRAÇADO. POR FAVOR.

Afinal, verifica-se que os maiores inimigos do ensino público, estão dentro do sistema. Quando a direita chegar ao poder, é ver o que em França e na Itália está a acontecer e, for dada a opção do chamado Cheque Ensino aos encarregados de Educação, a avaliação será feita não por qualquer modelo mas pelos pais (que os sôtores tratam entre eles por paisinhos) quando no inicio de cada ano lectivo escolherem a escola e no final de cada mês assinarem o cheque para pagar à instituição que acolhe os seus filhos. É esta avaliação que os espera. O ensino privado é disso prova. Então para esta gente será tarde de mais.